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FUJA DOS EXTREMOS [religioso e político]

Se você não é extremista não precisa se irritar com o post.

O ideal é nos distanciarmos da “extrema esquerda” ou “extrema direita”. Quando perdemos o equilíbrio, isso pode afetar até mesmo nossa missão no reino de Deus.
Tim Keller faz um alerta:

Se alguém deseja se unir à igreja, a única exigência deve ser a de que ele sirva a Jesus Cristo. Não se pode exigir que a pessoa seja de esquerda nem de direita para ter comunhão com vocês”. As igrejas que se envolvem demais na agenda política de determinado partido ou candidato podem dar a impressão de estar presas a uma ideologia e não ao senhorio de Cristo.[1]

Antonio Carlos Costa escreve:
“O meu chamado é para servir a Jeová, Pai de Jesus Cristo, não ao PT, não ao PSDB, não Karl Marx, não Adam Smith. Eu não tenho lealdade maior na minha vida do que servir ao meu Deus [...]. Não podemos ter mais amor pelo nosso partido político do que por Jesus Cristo. Não podemos botar as nossas bandeiras políticas a frente da pureza do Evangelho”.[2]

Como povo escolhido do Senhor somos chamados para influenciar de modo equilibrado o mundo em todos os aspectos. Isso se aplica, também, as questões políticas.

Pense nisso.

Att, Rev. Luciano A. Betim




[1] KELLER, Tim. Ministérios de misericórdia: O chamado para a estrada de Jericó. São Paulo: Vida Nova, 2016, p.2016.

[2] Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=mhQZcbY78Lw>. Acesso em: 12. Jul 2019.

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