Pular para o conteúdo principal

DISCIPLINA ECLESIÁSTICA?


O Manual Presbiteriano, principalmente o Código de Disciplina para membros e oficiais:

1. FINALIDADE DA DISCIPLINA (Art.2)

Toda disciplina visa edificar o povo de Deus, corrigir escândalos, erros ou faltas, promover a honra de Deus, a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo e o próprio bem dos culpados.

2. TIPOS DE FALTAS (Art. 6)

As faltas são pessoais se atingem a indivíduos; gerais, se atingem a coletividade; públicas, se fazem notórias; veladas quando desconhecidas da comunidade.

3. TIPOS DE PENALIDADE (Art.9)

Os Concílios só podem aplicar a pena de:
a) Admoestação
b) Afastamento
c) Exclusão (membros)
e) Deposição (ministro)

4. RESTAURAÇÃO: Conforme o Código de Disciplina do Manual Presbiterano (Art. 134):

Todo faltoso terá direito à restauração mediante prova de arrependimento, e nos seguintes termos:

a) no caso de lhes ter sido aplicada penalidade com prazo
determinado, o Concílio, ao termo deste, chamará o disciplinado
e apreciará as provas de seu arrependimento;

b) no caso de afastamento por tempo indefinido, ou de exclusão, cumpre ao faltoso apresentar ao Concílio o seu pedido de
restauração;

c) o presbítero ou diácono deposto só voltará ao cargo se for
novamente eleito;

d) a restauração de ministro será gradativa: admissão à Santa Ceia,  licença para pregar e, finalmente, reintegração no ministério.

Lembre da graça de Deus para com todos:

"Como não há pecado tão pequeno que não mereça a condenação, assim também não há pecado tão grande que possa trazer a condenação sobre os que se arrependem verdadeiramente" (CFW, XV, IV).

Deus abençoe a todos.

Att, Rev. Luciano Betim

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O QUE CALVINO PENSAVA SOBRE OS CARISMAS (DONS) DO ESPÍRITO?

“ Irmãos, quanto aos dons espirituais, não quero que vocês sejam ignorantes .” (1 Coríntios 12:1 – NVI). Sobre a questão dos carismas, ou seja, os dons, um dos maiores pastores e teólogos Presbiteriano, doutor R. C. Sproul, escreve: “A questão do falar em línguas certamente não foi ignorada pelos grandes santos [...] Lutero e Calvino falavam favoravelmente sobre o dom, embora pareçam tê-lo ligado à pregação missionária [...]” (SPROUL, 2013, p.141). Mas o que diz o próprio reformador João Calvino sobre os dons e sua continuidade ou cessação dos dons extraordinários? Pontuamos algumas coisas. 1. Comentando sobre 1 Co 13, Calvino entende que os dons cessarão de "fato e final" na parúsia: "Mas quando tal perfeição virá? Em verdade, ela começa na morte, quando nos despimos das inúmeras fraquezas juntamente com o corpo; ela, porém não será plenamente estabelecida, até que chegue o dia do juízo final, como logo veremos. Portanto, desse fato concluímos que ...

CESSACIONISMO E CONTINUÍSMO: PERSPECTIVAS SOBRE DONS ESPIRITUAIS

Sobre os carismas do Espírito Santo, gostaria de compartilhar com vocês alguns dos livros que utilizei na dissertação de mestrado. Procurei trabalhar com material reformado, seja ele confessional ou não. É sempre bom termos em mente que o “cessacionismo” não negar a atuação de Deus no meio do seu povo. As vezes ele age até mesmo de modo extraordinário. Por isso no meio acadêmico se fala em “cessacionismo moderado”. Por outro lado, continuísmo não é o mesmo que pentecostalismo. Não significa, porém, que os dons atuam no mesmo nível dos apóstolos e profetas. Os dons revelacionais cessaram, por isso também no meio acadêmico se fala de “continuísmo moderado”. Enfim, seguem alguns livros interessantes. E depois da leitura, muito amor uns pelos outros, independente da corrente adotada. AUTORES CESSACIONISTAS CHANTRY, Walter. J. Sinais dos Apóstolos: Observações sobre o pentecostalismo – antigo e moderno. São Paulo: PES, 1996. FERGUNSON, Sinclair. O Espirito Santo. R...

O QUE CALVINO PENSAVA SOBRE O MILÊNIO?

O foco da reforma repousou sobre temas relacionados com a justificação pela fé. Mesmo assim é possível delinear alguns pontos sobre o pensamento de Calvino sobre o milênio. 1. Calvino rejeitou o conceito um futuro milênio literal "Deixo de considerar o fato de que já no tempo de Paulo Satanás começou a pervertê-la; mas, pouco depois, seguiram-se os quiliastas, que limitaram o reinado de Cristo a mil anos. [...] Aqueles que prescrevem aos filhos de Deus mil anos para usufruírem a herança da vida futura, não se apercebem de quão afronta lançam tanto a Cristo quanto a seu reino”. [1] Ao comentar o texto de 1 Tessalonicenses 4.17, ele escreve: “a vida dos fiéis, quando uma vez foram reunidos em um reino, não terá mais fim do que a de Cristo [...] atribuir a Cristo mil anos, de modo que depois ele cessaria de reinar, seria terrível demais para se mencionar [...] caem neste absurdo aqueles que limitam a vida dos fiéis a mil anos, pois eles devem viver com Cristo enquanto ...