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VELAS E VESTES LITÚRGICAS: CONVICÇÃO E TOLERÂNCIA EM JOÃO CALVINO


Em 13 de março de 1554, Calvino escreveu uma carta aos irmãos da igreja Wezel, na Alemanha, abordando algumas questões, entre elas o uso de velas litúrgicas no culto. 

1. Alguns costumes são secundários [velas e vestes litúrgicas]
“Nós não defendemos as velas ou pão simbólico na celebração da eucaristia por serem tais coisas indiferentes [...]. Todavia, não fazemos objeção quanto a nos ajustarmos à sua utilização onde já tenham sido estabelecidas e quando não temos autoridade para nos opormos a isso”.[1]

2. Não devemos abandonar a comunhão por causa dessas questões secundárias
“Mas se, pelo que nos cabe, formos levados a viver em algum lugar onde prevaleça uma forma diferente, ninguém, magoado por causa de uma vela ou vestimenta, deveria consentir em se separar do corpo da igreja e assim privar-se do sacramento”.[2]

3. Devemos prezar pela unidade do povo de Deus
“Tenhamos como resolvida a questão nesse ponto, para que possamos fazer concessões mutuas em todas as cerimônias que não envolvam prejuízo à confissão da nossa fé e para que o objetivo da unidade da igreja não seja destruído por rigor excessivo ou enfado da nossa parte”.[3]
Sejamos pacientes uns com os outros na diversidade do corpo de Cristo.

Todos nós que alcançamos a maturidade devemos ver as coisas dessa forma, e se em algum aspecto vocês pensam de modo diferente, isso também Deus lhes esclarecerá” (Fl 3.15 – NVI).

Pense nisso.

Att, Rev. Luciano A. Betim



[1] CALVINO apud LEITH, John. A tradição reformada: uma maneira de ser a comunidade cristã. São Paulo: Pendão Real, 1996, p.297.
[2] CALVINO apud LEITH, 1996, p.297.
[3] CALVINO apud LEITH, 1996, p.298.

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