Pular para o conteúdo principal

Teologia social reformada



A missão da igreja é adorar a Deus, evangelizar os povos e socorrer os necessitados em suas
carências sociais.

Quando a esse último, como cristãos reformados precisamos entender que:

1. Claramente o Senhor tencionava que a igreja cuidasse dos pobres. Ele fez alusão a este dever quando disse aos Seus discípulos: “Porque os pobres sempre os tendes convosco”, Mt 26.11; Mc 14.7.

2. Por meio de uma comunhão de bens, a Igreja Primitiva providenciou para que a ninguém faltasse nada do necessário para a vida, At 4.34. não é impossível que os neoteroi (moços) de At 5.6, 10 fossem os precursores dos diáconos posteriores.

3. E quando as viúvas dos gregos estavam sendo negligenciadas na ministração diária, os apóstolos providenciaram para que sete homens bem qualificados fossem encarregados daquele serviço necessário, At 6.1-6. Eles deviam “servir às mesas”, o que parece significar, neste contexto, superintender o atendimento às mesas dos pobres, ou providenciar uma divisão equitativa das provisões que eram postas nas mesas.

4. Além disso, o Novo Testamento contém muitas passagens que instam sobre a necessidade de se fazerem ofertas ou coletas para os pobres, At 20.35; 1 Co 16.1, 2; 2 Co 9.1, 6, 7, 12-14; Gl 2.10; 6.10; Ef 4.28; 1 Tm 5.10, 16; Tg 1.27; 2.15, 16; 1 Jo 3.17. Não pode haver dúvida quanto ao dever da igreja nesta questão.[1]

Att, Rev. Luciano A. betim



[1] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 2012, p.599.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O QUE CALVINO PENSAVA SOBRE OS CARISMAS (DONS) DO ESPÍRITO?

“ Irmãos, quanto aos dons espirituais, não quero que vocês sejam ignorantes .” (1 Coríntios 12:1 – NVI). Sobre a questão dos carismas, ou seja, os dons, um dos maiores pastores e teólogos Presbiteriano, doutor R. C. Sproul, escreve: “A questão do falar em línguas certamente não foi ignorada pelos grandes santos [...] Lutero e Calvino falavam favoravelmente sobre o dom, embora pareçam tê-lo ligado à pregação missionária [...]” (SPROUL, 2013, p.141). Mas o que diz o próprio reformador João Calvino sobre os dons e sua continuidade ou cessação dos dons extraordinários? Pontuamos algumas coisas. 1. Comentando sobre 1 Co 13, Calvino entende que os dons cessarão de "fato e final" na parúsia: "Mas quando tal perfeição virá? Em verdade, ela começa na morte, quando nos despimos das inúmeras fraquezas juntamente com o corpo; ela, porém não será plenamente estabelecida, até que chegue o dia do juízo final, como logo veremos. Portanto, desse fato concluímos que ...

CESSACIONISMO E CONTINUÍSMO: PERSPECTIVAS SOBRE DONS ESPIRITUAIS

Sobre os carismas do Espírito Santo, gostaria de compartilhar com vocês alguns dos livros que utilizei na dissertação de mestrado. Procurei trabalhar com material reformado, seja ele confessional ou não. É sempre bom termos em mente que o “cessacionismo” não negar a atuação de Deus no meio do seu povo. As vezes ele age até mesmo de modo extraordinário. Por isso no meio acadêmico se fala em “cessacionismo moderado”. Por outro lado, continuísmo não é o mesmo que pentecostalismo. Não significa, porém, que os dons atuam no mesmo nível dos apóstolos e profetas. Os dons revelacionais cessaram, por isso também no meio acadêmico se fala de “continuísmo moderado”. Enfim, seguem alguns livros interessantes. E depois da leitura, muito amor uns pelos outros, independente da corrente adotada. AUTORES CESSACIONISTAS CHANTRY, Walter. J. Sinais dos Apóstolos: Observações sobre o pentecostalismo – antigo e moderno. São Paulo: PES, 1996. FERGUNSON, Sinclair. O Espirito Santo. R...

O QUE CALVINO PENSAVA SOBRE O MILÊNIO?

O foco da reforma repousou sobre temas relacionados com a justificação pela fé. Mesmo assim é possível delinear alguns pontos sobre o pensamento de Calvino sobre o milênio. 1. Calvino rejeitou o conceito um futuro milênio literal "Deixo de considerar o fato de que já no tempo de Paulo Satanás começou a pervertê-la; mas, pouco depois, seguiram-se os quiliastas, que limitaram o reinado de Cristo a mil anos. [...] Aqueles que prescrevem aos filhos de Deus mil anos para usufruírem a herança da vida futura, não se apercebem de quão afronta lançam tanto a Cristo quanto a seu reino”. [1] Ao comentar o texto de 1 Tessalonicenses 4.17, ele escreve: “a vida dos fiéis, quando uma vez foram reunidos em um reino, não terá mais fim do que a de Cristo [...] atribuir a Cristo mil anos, de modo que depois ele cessaria de reinar, seria terrível demais para se mencionar [...] caem neste absurdo aqueles que limitam a vida dos fiéis a mil anos, pois eles devem viver com Cristo enquanto ...