Há evidências que atestam o batismo de infantes no período
da patrística.
1. Por exemplo, Hermas, contemporâneo do Apóstolo Paulo,
fala de crianças que receberam o selo e a água do batismo.[1]
2. Policarpo, martirizado no ano 155 d.C., quando chamado a amaldiçoar
Cristo, declarou diante do chefe de polícia: “Eu o sirvo há oitenta anos, e ele
não me fez nenhum mal. Como poderia blasfemar o meu rei que me salvou”? Há fortes indicações de que ele estava fazendo menção de seu batismo.[2]
3. Justino de Roma, nasceu por volta do ano 100 d.C., e foi
convertido ao cristianismo por volta do ano 132 d.C., escreveu: “Entre nós, há
muitos homens e mulheres que se tornaram discípulos de Cristo desde de criança,
permanecem incorruptos até os sessenta e setenta anos”. A expressão “desde de
criança” é uma alusão ao batismo.[3]
4. Irineu, perto do ano 200 d.C., faz menção
ao batismo infantil ao afirmar que Jesus “[...] Veio para salvar a todos
mediante a sua pessoa, todos digo, os que por sua obra renascem em Deus,
crianças, meninos, adolescentes, jovens e adultos [...] Eis por que passou por
todas as idades, tornando-se criança com as crianças”. Renascer em Deus é um
termo conectado a prática do batismo.[4]
5. Segundo Orígenes, a igreja recebeu dos Apóstolos o costume
de batizar as crianças.[5]
6. O Concílio de Cartago (253 a.D.) toma o batismo de
crianças como certo e simplesmente discute a questão sobre se elas deveriam ser
batizadas antes dos oito dias de idade”.[6]
Pense nisso.
Pense nisso.
Att, Rev. Luciano Betim
[1] SWIFT, W. G. Batismo por
aspersão e Batismo de crianças. São
Paulo: Imprensa Metodista, 1956, p.41.
[2] PADRES Apostólicos. São
Paulo: Paulus, 1995, p.150-151.
[3] JUSTINO, Mártir. I e II
apologias: diálogo com Trifão. São Paulo: Paulus, 1995, p.31.
[4] PADRES Apostólicos. São
Paulo: Paulus, 1995, p.195.
[5] FILHO, Elias Dantas.
Filhos e filhas da promessa: Desenvolvendo uma base bíblica para o batismo de
crianças. Curitiba: Descoberta Editora, 1998, p.14.
[6] BERKHOF, Louis. Teologia
Sistemática. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2012, p.587.

Comentários
Postar um comentário