Quando nos referimos as crianças como “inocentes” não
estamos dizendo que elas não têm pecado. Queremos apenas indicar que elas não
têm consciência [até certa idade] de seus pecados.
Mas as crianças já nascem contaminadas com o pecador
original. Quem as ensina a morder e fazer caretas ou até mesmo brigar?
Um importante texto luterano [Confissão de Augsburg, artigo
2] nos ensina:
“Ensina-se, [...] que depois da queda de Adão todos os
homens naturalmente nascidos são concebidos e nascidos em pecado, isto é, que
desde o ventre materno todos estão plenos de concupiscência e inclinação más, e
por natureza não podem ter verdadeiro temor de Deus e verdadeira fé em Deus Também,
que essa inata pestilência e pecado hereditário verdadeiramente é pecado e
condena à eterna ira de Deus a quantos não renascem pelo batismo e pelo
Espírito Santo”.[1]
O salmista reconheceu esse fato: “Sei que sou pecador desde
que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe” (Salmos 51:5 – NVI).
Pense nisso.
Att, Rev. Luciano A. Betim
[1]
CONFISSÃO de Augsburgo: Edição
comemorativa 1530 – 2005. Porto Alegre: Editora Concórdia, 2005, p.11.
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